Depois de efectuada uma pesquisa sobre Recursos Educacionais Abertos (REA, Open Educational Resouces, em inglês) pode-se chegar à conclusão de que os recursos já existentes não satisfazem premissas importantes ou que a sua adaptação não seria viável. Opta-se então pela criação de raiz de novos recursos educacionais.
Este capítulo pretende apresentar algumas das ferramentas (na sua grande maioria de código aberto) utilizadas na criação e implementação de REAs.
A criação de recursos educativos de qualidade é sem dúvida uma das grandes preocupações de um educador (professor, tutor, formador). O objectivo da criação de recursos educativos vai de encontro à necessidade de promover junto dos alunos a compreensão e mobilização do seu próprio conhecimento perante os conteúdos curriculares estabelecidos. Este objectivo, comum a qualquer educador, impulsionou a crescente utilização de aplicações computacionais para a criação e utilização de recursos educativos adaptados às actividades pedagógicas planeadas pelos próprios professores. Actualmente, estas aplicações computacionais estão cada vez mais acessíveis aos professores, disponibilizando-lhes todo um leque de arsenal tecnológico que permite o desenvolvimento de recursos educativos, tais como: animações espectaculares, esquemas organizacionais de informação, conteúdos multimédia, ambientes de aprendizagem online, estratégias de comunicação síncrona e assíncrona e documentos colaborativos, etc.
Mas porquê tornar recursos educativos abertos? Segundo a definição atribuída pela UESCO, os REA são recursos educativos de livre acesso, suportados por tecnologias de informação e comunicação (TIC), para consulta, uso e adaptação por uma comunidade de utilizadores para fins não comerciais. O acesso a estes recursos torna-se cada vez mais importante para um educador, mas igualmente importante é a sua criação. Por esta razão razão esta página wiki se centrar sobre a criação de REA. O seu objectivo é apresentar tipos de REA que um educador pode criar livremente, através de aplicações computacionais de livre utilização.
Encaremos então a qualidade não só como elemento de análise dos recursos, mas sim como factor de que possibilita a criatividade, liberdade e a livre partilha de conhecimento por parte dos educadores de todo o mundo.
Estudos realizados mostram que aprendemos melhor com imagens e palavras do que só com palavras e num mundo onde as imagens assumem uma importância cada vez maior, uma atenção especial deve ser dada à parte visual dos recursos educativos. Como refere Richard Mayer, "(...) you can help people learn better if you include appropriately designed graphics in instructional presentations" (Clark & Lyons, 2004: XIII).
Uma representação visual clara da informação é fundamental para a compreensão. Por vezes, como acontece com informação científica ou técnica muito rica e complexa, a utilização de imagens é a única forma de apresentar a informação (Malamed, 2009: 10; Mayer, 2001: 63). Um papel importante das imagens nos recursos educativos é ajudar à integração da nova informação com os conhecimentos anteriores (Mayer, 2008: 383)
Mayer considera haver quatro tipos possíveis de imagens que podem ser utilizadas para ajudar à compreensão (Mayer 2008: 382):
Tipo
Função
Decorativas
Entreter o leitor mas que não acrescentam nada à compreensão do material. Segundo Clark e Lyons (Clark & Lyons, 2004: 8), a utilização deste tipo de imagens pode, na realidade, ser contraproducente.
Representacionais
Mostrar um único elemento, como, por exemplo, uma fotografia de um monumento.
Organizacionais
Mostrar relações entre elementos.
Explicativas
Explicar como funciona um sistema.
Diagramas
Nos diagramas incluímos os gráficos de barras, circulares, histogramas e outros gráficos estatísticos, diagramas de Venn, gráficos organizacionais como fluxogramas, cartogramas e gráficos de Gantt (para uma visão mais completa do assunto consultar, por exemplo, o artigo da Wikipedia; Bounford, 2000; Malamed, 2009:19-40). Bounford considera que "If the art is designed in such a way that it literally, illustrates one or more points of information, or if it is part of a sequence that sets out to do that, I count it as an illustrative diagram" (Bounford, 2000: 8).
Clark, Nguyen e Sweller apresentam algumas orientações sobre quando utilizar diagramas: para optimizar o desempenho de tarefas que necessitem de manipulações espaciais, para promover a aprendizagem de regras que envolvam relações espaciais e para ajudar os alunos a criar uma melhor compreensão do material (Clark, Nguyen & Sweller, 2006: 47-61; Few, 2009; Knight & Glasser, 2009: 5; O'Grady & O'Grady: 2008: 11).
Recursos para diagramas
Na Internet podemos encontrar vários recursos para a criação de diagramas, alguns grátis, outros pagos. No quadro que se segue apresentamos alguns serviços grátis.
Existem alguns sites como, por exemplo, a Fotolia ou a Fotosearch onde se podem adquirir imagens a um preço reduzido e que não possuem direitos de utilização (royalty free).
Todos os browsers que suportem o Flash 9 ou superior
Edição de imagem
Formatos de imagem mais comuns
Formatos de imagem
Para uma descrição dos formatos de imagem, ver o artigo da Wikipédia .
Referências
Baer, K. (2009). Information design workbook. Beverly, MS: Rockport Publishers, Inc.
Bounford, T. (2000). Digital diagrams: effective design and presentation of statistical information. Nova Iorque: Watson-Guptil Publications.
Clark, R. C., & Lyons, C. (2004). Graphics for Learning: Proven guidelines for planning, designing and evaluating visuals in training materials. São Francisco, CA: Pfeiffer.
Clark, R., Nguyen, F., & Sweller, J. (2006). Efficiency in Learning: Evidence-based Guidelines to Manage Cognitive Load. São Francisco: John Wiley & Sons Inc.
Few, S. (2009). Now you see it: simple visualization techniques for quantitative analysis. Oakland, CA: Analytic Press.
Knight, C., & Glaser, J. (2009). Diagrams: Innovative solutions for graphic designers. Mies, Suíça: RotoVision SA.
Malamed, C. (2009). Visual language for designers: Principles for creating graphics that people understand. Beverly, MS: Rockport Publishers, Inc.
Mayer, R. E. (2001). Multimedia learning. Cambridge: Cambridge University Press.
Mayer, R. E. (Ed.). (2005). The Cambridge handbook of multimedia learning. Cambridge: Cambridge University Press.
Mayer, R. E. (2008). Learning and instruction (2ª ed.). Upper Saddle River, Nova Jérsia: Pearson Merrill Prentice Hall.
O'Grady, J., & O'Grady, K. V. (2008). The information design handbook. Mies, Suíça: RotoVision SA.
A criação de REA também pode ser realizada através de áudio ou vídeo. No caso do áudio, este formato é bastante útil na partilha de ideias e reflexões pessoais ou de grupo. Limitando a expressão pessoal dos alunos ao texto, promove-se a alfabetização e a gramática, mas ao incorporar áudio ao texto, permitimos que os alunos desenvolvam outras competências, como a oralidade e a expressão criativa. Para além disso, através do áudio é possível captar os relatos de vários alunos num só ficheiro e a suas interacções como grupo de trabalho. Desta forma, também se promove o trabalho colaborativo e a interacção inter-pessoal, impossível de se realizar através de uma participação individualizada.
O áudio também é uma importante ferramenta a ser utilizada pelo professor, nomeadamente na adesão dos alunos aos trabalhos propostos. Através de uma proposta de trabalho em texto com uma introdução em áudio, o professor promove um contacto mais directo e reduz a quantidade de texto a ler pelo aluno, permitindo que este canalize mais tempo na realização do trabalho, em vez de ter de ler duas ou três páginas de explicação conceptual. Para além desta rentabilização de tempo, o áudio também permite uma ambiente mais humano e pessoal na partilha de informação entre professores e alunos através de um LMS, blog, Wiki ou podcast.
Para além da utilização em ambientes online, o áudio também é bastante útil em tarefas presenciais. Num trabalho de pesquisa é inconcebível não utilizar o áudio para gravar uma entrevista. Este processo pode ser facilmente alcançável através de um leitor mp3 com microfone. Para além das entrevistas, os alunos também podem gravar relatos das suas experiências de aprendizagem desenvolvidas nas mais variadas actividades propostas pelo professor e utilizar o áudio para relembrar alguns aspectos do seu percurso de aprendizagem e inclui-los num trabalho ou disponibilizar as suas ideias on-line, através do seu blog pessoal ou outros ambientes web.
Para conhecer um pouco melhor a utilidade do formato áudio para comunicação online, recomendamos a consulta do seguinte artigo:
Neste artigo são referenciados os pontos fortes na utilização do áudio para comunicação, assim como os contextos de utilização menos recomendados. Também a presenta alguns estudos sobre a utilização do áudio e os formatos mais frequentes de serem utilizados para a distribuição online de ficheiros áudio.
Mas para poder utilizar o áudio como recurso educativo, primeiro terá que gravar e criar ficheiros áudio. Para tal recomendamos as seguintes aplicações:
Esta simples aplicação permite a gravação de faixas áudio a partir de microfones, sons reproduzidos na placa de som do seu computador e até de internet rádios
É um dos mais populares editores áudio que existem. Permite gravação e edição em múltiplas faixas e apresenta um vasto leque de efeitos sonoros. Exporta ficheiros em .wav e .mp3.
Este editor aúdio multi-faixa funciona directamente a partir do seu browser. Permite edição colaborativa com vários utilizadores. Faz parte da suite multimédia online Aviary.
Editor de áudio multi-faixa mais direccionado para captura de instrumentos musicais. É um projecto em ainda desenvolvimento, mas já apresenta funcionalidades de edição avançadas.
Disponível para Sistemas Operativos:
Linux, Windows e Mac
SO Independente
Disponível para Sistemas Operativos:
Linux e Windows.
Tipos de conteúdos áudio REA:
Exemplos de recursos educativos abertos, utilizando o áudio como formato, podem ser:
1. Podcasts
2. AudioBooks
Podcasts:
Os Podcasts são ficheiros ou arquivos áudio em formato digital, que se encontram armazenados num servidor, cujo download está acessível a qualquer utilizador de Internet. O utilizador subscreve ao podcast por meio de um feed RSS (Really Simple Syndication - RSS 2.0), que funciona como um índice actualizável do podcast, permitindo que novos ficheiros áudio sejam automaticamente enviados para um agregador, que pode ser um programa ou página na Internet, que gere o download e actualizações de novos ficheiros.
Esta nova forma de distribuição de ficheiros multimédia dinamizou por completo a produção de conteúdos áudio, tornando o podcasting num dos formato mais comuns de partilha de informação pela Internet. Os podcasts são óptimos exemplos de recursos educativos abertos, pois para além de serem disponibilizados livremente e sem custos para os utilizadores, também podem ser integrados como elementos de um objecto de aprendizagem mais complexo.
Se pretende aprender como criar podcasts, recomendamos os seguintes recursos:
Provavelmente o melhor guia sobre podcasting para Educação. Ao longo deste extenso guia irá aprender todos os aspectos mais importantes na criação de podcasts educativos: O que são? A história do Podcasting. Como encontrar e criar podcasts. Software e equipamento a utilizar. Como publicar um podcast na Internet.
Este guia online é imprescindível para qualquer aprendiz de podcaster!
Website que contextualiza o podcasting como actividade educativa para escolas. Para além de apresentar a definição de podcast e sugestões de equipamentos e software, este website é mais direccionado a professores que queiram implementar o podcasting, apresentando várias vantagens que o justificam como um óptimo projecto educativo, nomeadamente no desenvolvimento de competências e factor de motivação dos alunos para as tarefas escolares.
Na secção dedicada ao Podcasting, no site da Apple Education, poderá consultar vários exemplos de podcasts educativos disponíveis através do projecto iTunesU, um directório de podcasts educativos produzidos por várias universidades. Para além do acesso ao esse directório também poderá consultar materiais de apoio à produção de podcasts e consultar a opinião de autores - podcasters. Sendo que o nome podcast advém do dispositivo da Apple, o iPod, seria absurdo não fazer referência a este site.
Exemplos de aplicações mais dedicadas à criação de podcasts podem ser encontradas no seguinte website:
Os audiobook são conversões, para o formato áudio, de livro e textos literários, criados através da narração dos seus conteúdos. Consistem em agrupamentos de ficheiros áudio no formato mp3, em que cada ficheiro representa partes dos capítulo de um livro.
O audiobooks têm vindo a crescer em quantidade e qualidade com o crescente utilização de leitores de mp3 portáteis.
O processo de criação de um audiobook não varia muito de um podcast. Utilizando um software de edição áudio para a gravação de vários ficheiros áudio, um professor pode facilmente agregar os vários ficheiros em capítulos, dando origem à versão final do audiobook.
O processo de criação de audiobooks está muito bem explicado nos seguintes dois recursos:
Esta foto galeria apresenta em 8 simples passos, o processo de criação de um audiobook utilizando o iTunes (freeware) para a estruturação de vários ficheiros áudio, num audiobook.
Na seguinte apresentação, da autoria de Joe Fahs é demonstrado o processo de criação de audiobooks através da compilação de vários podcasts pré-gravados.Também são apresentado exemplos de distribuição de audiobooks através de plataformas online (LMS) e para dispositivos móveis (iPod e iPhone).
Utilizar recursos áudio é uma óptima estratégia de pedagógica. Mas combinar áudio com imagem em movimento, as possibilidades na partilha de informação aumentam imenso. Aqui já entramos no domínio do vídeo, que para muitos poderá ser uma ferramenta difícil de dominar, mas na verdade é uma ferramenta cada vez mais ao alcance de qualquer utilizador, ganhando uma importância considerável em actividades educativas. A utilização do vídeo quer para comunicação on-line, quer para a criação de materiais educativos com os alunos apresenta várias vantagens. Na comunicação on-line, a exemplo do que foi citado para o áudio, alunos e professores podem partilhar ideias e reflexões sobre tarefas escolares de forma fácil e extremamente pessoal. Através do vídeo a exposição das nossas ideias ganham uma componente visual muito útil quando se trata de dúvidas.
Para além da comunicação online, o vídeo também é um excelente recurso didáctico para exibir informação. Com a incrível expansão dos sites de video sharing, os professores têm actualmente disponível uma vasta colecção de vídeos com carácter educativo, nunca antes acessível. Mais ainda, os professores não têm que se preocupar com conversões e edição, pois esses mesmos vídeos foram criados por outros utilizadores que têm essas competências e que partilham livremente o seu trabalho.
A utilização de um vídeo com teor educativo, ao invés de um documento de 10 páginas, é um elemento mais interessante para os actuais alunos fascinados pela imagem e som. Ao integrar um vídeo com texto, o professor produz materiais educativos de qualidade e mais motivadores para os alunos. Através da utilização de um LMS, um professor pode facilmente criar uma lição, teste ou trabalho onde pode combinar os mais variados elementos multimédia. Para além das actividades estruturadas, um professor também pode criar uma apresentação electrónica ou um documento onde combina o vídeo, ou simplesmente criar um vídeo para os seus alunos.
Neste wiki vamos focar-nos nas potencialidades educativas do vídeo como recurso educativo aberto. Serão apresentados exemplos de REA com base no vídeo e aplicações informáticas para a criação desses mesmos recursos.
Tipos de conteúdos Vídeo REA:
Para podemos distinguir as várias formas em que se pode utilizar o vídeo como recurso educativo aberto, vamos considerar três tipos de vídeos:
1. Filmes educativos
2. Screencasts
Filmes educativos
Consideramos como filmes a grande maioria dos vídeos que consultamos na Internet e na Televisão. Podem ser filmes de elevada produção cinematográfica (ex:Documentários) ou pequenos vídeos amadores onde várias fontes áudio, imagem e vídeo são conjugadas para produzir um filme demonstrativo, instrucional ou informativo. A produção de um filme educativo pressupõe que se sigam algumas regras de realização cinematográfica. Conceitos como composição, transição, pós-produção são alvo de estudos aprofundados que tornaram o cinema a 7ª arte. Obviamente que não é exigido que professores e alunos produzam uma longa metragem candidata aos Óscares. No entanto, com algum esforço e dedicação é possível produzir pequenos vídeos com alto valor educativo, obedecendo a algumas regras e indicações e com equipamento amador.
Se pretende aprender a produzir filmes educativos, aconselhamos a consulta dos seguintes recursos:
Course Video101- Prof. Mike Trinklein
Website, em formato de curso, sobre Produção Vídeo Digital. Neste curso são explicados vários aspectos técnicos relacionados com a produção de conteúdos em vídeo, sendo um óptimo recurso educativo para quem queira aprender a criar filmes educativos sozinho ou com o seus alunos.
Make Internet TV - The Participatory Culture Foundation
Guia online interactivo com instruções sobre as várias etapas necessárias para gravar e publicar vídeos na Internet.
A informação destina-se a utilizadores amadores que pretendam iniciar-se na produção vídeo para ambientes online, sendo um excelente recurso educativo para professores principiantes na área.
Outro curso online sobre produção vídeo, totalmente direccionado para professores que queiram produzir vídeos educativos com os seus alunos. Dividido por vários capítulos, este curso exibe várias dicas e técnicas de apoio à criação de vídeo com qualidade semi-profissional. O curso disponibiliza exemplos de documentos para planeamento e vídeos tutoriais que ilustram alguns conceitos e técnicas. Embora seja direccionado para o software de edição de Apple, os conceitos apresentados são transversais a qualquer editor que decida utilizar.
Disponível para Sistemas Operativos:
Linux, Windows e Mac OS
Disponível para Sistemas Operativos:
Linux e Windows*
Disponível para Sistemas Operativos:
Linux e Mac OS
Disponível para Sistemas Operativos:
Linux, Windows e Mac OS
Os quatro softwares acima recomendados são alguns exemplos do vasto leque de aplicações para edição vídeo. Foram seleccionados por serem todos open-source (código aberto e livre utilização) e representam diferentes níveis de complexidade que se pode encontrar em aplicações deste género: desde o simples conversor/editor à avançada plataforma de produção 3D.
Para conhecer outras aplicações, consulte os seguintes sites:
Os Screencasts são vídeos baseados em captura de ecrã com narração incorporada. Geralmente são demonstrações que combinam imagem em movimento e a explicação oral ou textual do processos que ocorrem em ambientes computacionais. São muito utilizados para demonstrações de websites, narração de apresentações electrónicas ou tutoriais de ferramentas computacionais (software).
No seguinte vídeo poderá ter uma melhor ideia do conceito de screencast:
Para aprender mais sobre screencasts, sugerimos os seguintes recursos:
Neste wiki dedicado ao screencasting, a autora apresenta uma introdução ao screencasting, explicando o seu conceito, sua utilidade e técnicas e dicas para começar a produção dos seus próprios screencast. Um recuso muito útil para professores e organizações não governamentais. Também tem secções sobre software e exemplos de outros autores. Como complemento, consulte o vídeo associado a este texto, também produzido pela Beth Kanter, a explicar o que é um screencast.
Neste recurso online encontrará vários capítulos relevantes sobre screencasts, tais como técnicas de produção, ferramentas, tecnologias associadas e dicas e truques. Embora seja algo técnico, a informação disponibilizada está muito bem estruturada tornando este recurso bastante valioso para quem queira aprender a produzir screencasts.
Software open source que permite gravação de captura de ecrã com narração em simultâneo e a introdução de elementos gráficos. Não permite pós-produção, exportando gravação directamente para avi. ou .swf.
Software Open source que para além de gravar o ecrã do seu computador com narração, tem um editor para pós-produção que permite corrigir erros e adicionar elementos gráficos. Permite exportação para .swfcom leitor próprio.
Aplicação em Java que não precisa de instalação, apenas do seu browser. Permite a gravação de captura de ecrã com narração áudio e PIP com webcam. Permite adicionar legendas. O vídeo fica disponível no site, ser exportado para o Youtube ou download em formato .mov.
Pequena aplicação que funciona directamente a partir do seu browser e muito fácil de usar. Os seus vídeos ficam alojados no site ou podem ser exportados para o Youtube.
Permite partilha directa para o Twitter.
Disponível para Sistemas Operativos:
Windows e Linux.
SO Independente.
SO Independente.
As aplicações referidas são alguns exemplos de software e webware disponíveis livremente para a criação de screencasts. Existem muitas outras, nomeadamente pagas, que poderá encontrar nos dois recursos sugeridos para consulta sobre screencasts. Na nossa opinião, estas são as que apresentam maior facilidade de utilização e acessibilidade para qualquer educador que pretenda iniciar-se no screencasting.
A criação de REAs (Recursos Educacionais Abertos) pode ser sustentada por diferentes tipos de aplicações e tecnologias. Sistemas de Gestão da Aprendizagem, aplicações sociais como o Wiki, editores de HTML (por exemplo, NVU), software de autoria, software de criação e tratamento de multimédia, mas também aplicações de produtividade como sejam o OpenOffice.
Neste capítulo pretende-se apresentar alguns Sistemas de Gestão da Aprendizagem (SGAs), Amibientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) e Sistemas de Gestão de Conteúdos (SGCs) de código aberto. Serão também apresentadas algumas das ferramentas que sustentam ou oferecem um combinação de recursos para o desenvolvimento e implementação de Recursos Educacionais Abertos (REAs), nomeadamente Blogs e Wikis.
Conceitos
Um Sistema de Gestão da Aprendizagem, em inglês Learning Management System (LMS) é um programa que permite a gestão administrativa dos participantes de uma instituição educacional ou profissional, e assim bem como a gestão e disponibilização dos conteúdos (recursos e atividades) de aprendizagem.
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs), em inglês Virtual Learning Environments (VLEs), são LMSs que dão especial enfase ao espaço da aprendizagem e não tanto à gestão e administração de participantes.
Sistemas de Gestão da Conteúdos (SGCs), em inglês Content Management Systems (CMSs) pretendem sobretudo gerir conteúdos e, em geral, não disponibilizam módulos que permitam a avaliação dos participantes. São muitas vezes utilizados como repositórios de documentos multi-medias.
Claroline é um sistema baseado em princípios pedagógicos específicos (como o Moodle) permitindo a criação de conteúdos e actividades online. É SCORM conforme e disponibiliza ferramentas como o fórum, calendário, exercícios online, Wiki.
eFront é um sistema de gestão de aprendizagem (LMS) que pode utilizado em diferentes contextos educacioanisl A Community Edition está disponivél como FOSS.
Olat (Online Learning and Training) é um sistema com grandes potencialidades e vencedor do "IMS Learning Impact 'Leadership Award' de 2009 na categoria de melhor plataforma open source de aprendizagem.
Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment) é um software livre de gestão e apoio à aprendizagem, individual, colaborativa e cooperativa, e baseia-se numa pedagogia sócio-construtivista.
eduCommons é um sistema de gestão de REAs. eduCommons é OpenSource, licenciado sob a GPL e foi desenvolvido para sustentar projectos de criação e gestão de recursos educativos abertos de universidades e outras instituições de ensino.
Joomla é um sistem de gestão de conteúdos, gratuito e de código aberto. O Joomla pretende sustentar a implementação e actualização e de páginas pessoais e institucionais (por exemplo, do Ministério da Educação do Brasil).
Plone permite criar e armazenar informações utilizando somente o navegador. Não exige conhecimentos informáticos e é suportado por uma grande comunidade de desenvolvedores e apresenta uma extensa documentação .
O termo "Wiki" foi cunhado por Ward Cunningham. É uma abreviatura de "wiki-wiki", a expressão havaiana para "rápido". De facto a ferramenta Wiki permite que rapidamente vários pessoas colaborem na construção de um documento. A criação de novos links para outras wiki-páginas é concretizada automaticamente pela aplicação.
O seguinte vídeo de Lee LeFever apresenta em termos gerais o funcionamento e as áreas de aplicabilidade de Wikis.
Wikis podem ser "abertos", permitindo que todos colaborem na construção das páginas e participem das discussões, ou "fechados", em que a figura do administrador gere as páginas e utilizadores, designando quem tem direitos de visualização e edição.
Um exemplo de um Wiki para fins educacionais é o Workshops sobre Wikis (em português) no WikiEducator. Na criação de um documento colaborativo em contexto educacional deverão ter-se em conta algumas boas práticas sobre como utilizar Wikis na educação, entre elas a utilização de uma Wiki-etiqueta.
Existem várias ferramentas e serviços Wiki, cada um com suas vantagens e desvantagens. Passamos a descrever alguns dos sistema, open source, mais utilizados.
Programa
Dokuwiki
Dokuwiki foi desenhado para apoiar a criação de textos estruturados. Apresenta uma sintaxe simples mas poderosa. Todos os dados são armazenados em arquivos de texto limpo.
MediaWiki é um software livre que ganhou especial notariedade pelo facto de ser utilizado para construir a Wikipédia, a "maior enciclopédia do mundo". MediaWiki é utilizado em muitos projectos educacionais de onde se destacam a Wikia, One Laptop per Child Project e a Unesco International Institute for Educational Planning. A facilidade de uso do MediaWiki é talvez a característica que mais contribuiu para a sua utilização.
Um Blog (contração de Web e Logs) é um serviço online que permite a publicação de textos, imagens, áudio e vídeo, online. As mensagens colocadas são os "posts" ou os "artigos". Os Posts são, em regra, organizados de forma cronológica inversa, ou seja, o último Post é apresentado primeiro. Existem muitas formas de classificar Blogs dependendo do seu carácter e se são alimentados por um ou mais autores. Através dos chamados "feeds RSS"
é possível receber as actualizações efectuadas no Blog, sem ser necessário visitar o site onde o Blog se encontra alojado.
No seguinte vídeo, Lee LeFever explica o que é um Blog.
Existem vários tipos de Blog. Devido à sua versatilidade e facilidade de utilização, não requerendo conhecimentos profundos de informática ou de Web Design, os Blogs são uma ferramenta com grandes potencialidades em contexto educacional. Na área dos chamados Blogs Educativos, um exemplo a seguir é sem dúvida o Blog de Miriam Salles, sobre Informática Educacional, Ciências e Meio Ambiente. Um projecto interessante realizado por alunos do Brasil, Portugal e Brasil, é o Voo Brasil-Portugal - França , em que os alunos e suas descobertas são os protagonistas.
O Blog pode ser utilizado como uma ferramenta de apoio à disciplina, onde são por exemplo disponibilizados documentos referentes à disciplina ou curso, em forma de texto, vídeo, podcasting, imagens. Essa partilha pode ser enriquecida quando os alunos são incentivados a inter, comentando as mensagens inicialmente colocadas e continuando com o debate que daí se pode gerar. Uma outra forma de utilizar um blog pode ser a criação de um jornal de turma ou de escola, que poderá ser alimentado ao longo do tempo por todos os membros da comunidade escolar, mas também permitindo o inter-câmbio com outras escolas, nacionais e internacionais.
Existem muitos web-serviços (por exemplo, Blogger, EduSpaces, EduBlogger) especializados na criação e gestão de Blogs. Em seguida é apresentado WordPress.
Aplicação
WordPress
WordPress é uma aplicação de código aberto e gratuito que permite a criação e gestão Blogs. Apresenta um grande leque de funcionalidades, como sejam a categorização dos posts, visualização de estatísticas e a incorporação de documentos multi-mediais.
Actualmente a maioria das pessoas utiliza um pacote de aplicações de produtividade pessoal que, por ser muito utilizado em escritórios, costuma ter o nome de Office.
De entre os Office, os mais utilizados são: o Microsoft Office, que apesar de ser pago é provavelmente o número um a nível mundial e o OpenOffice que é livre e gratuito.
O Open Office está a ser cada vez mais utilizado quer a nível do poder local, quer a nível de grandes empresas mundiais. São várias as instituições que estão a mudar para o software livre.
Geralmente o software proprietário está na liderança de novas funcionalidades, no entanto, são cada vez mais os extras (plugins) que se podem ir adicionando ao software código aberto, estes extras trazem por vezes funcionalidades que não estão disponíveis nos programas pagos.
Os programas de Office de código aberto (open source) são um bom exemplo de como os programas de código aberto podem competir com os seus homólogos proprietários.
Sendo um dos nossos objectivos a partilha dos documentos produzidos, queremos efectuar essa partilha sem estarmos dependentes do software e da plataforma onde estes forem criados. As versões actuais dos Office conseguem partilhar documentos entre si sem a necessidade de conversores. Caberá ao utilizador decidir em que formato vai gravar os documentos. Repare que as versões mais recentes dos programas costumam ter funcionalidades novas que se poderão perder quando gravar o documento num formato mais antigo. Para evitar erros de formatação ou perda de funcionalidade, recomenda-se que grave primeiro o documento no formato nativo para esse aplicativo e só depois no formato específico para efectuar a partilha.
Os componentes básicos de um Office incluem tratamento de texto, folha de cálculo, gestor de apresentações, gestor de gráficos, gestor de fórmulas e um gestor de base de dados e relatórios.
O Office de referência no conjunto das aplicações de livres de código aberto.
Perto de 50 milhões de downloads contabilizados possui versões em mais de 40 idiomas diferentes. É composto pelos aplicativos Writer, Calc, Impress, Base, Draw. Aceita plugins. BrOffice.org - Página oficial (versão brasileira, muito completa). pt.OpenOffice.org - Página oficial (versão portuguesa).
Está disponível para Windows®, Mac OS X®, GNU/Linux.
Possui uma versão portátil que funciona sem necessidade de instalação no computador. Com a versão portátil o utilizador poderá transportar o Open Office dentro de um dispositivo removível (por exemplo numa pen drive) e o programa ficará disponível em qualquer computador.
Permite criar cartas, faxes, agendas, minutas, facturas através de assistentes; utiliza modelos personalizados; completa e sugere automaticamente as palavras mais comuns; formata automaticamente todo o documento; possui dicionário de sinónimos e corrector ortográfico; permite a inserção de gráficos, imagens, tabelas e outros objectos no documento; exporta ficheiros para diversos formatos, tais como DOC, RTF, HTML, XHTML, XML ou PDF; gera automaticamente cabeçalhos, referências bibliográficas, índices remissivos, índices de imagens e gráficos; possui ligação directa ao email. Mais características ; manual pt
Utiliza 16.777.216 células em cada folha (65.536 linhas e 256 colunas); permite análise de dados; utiliza fórmulas em linguagem natural; permite criar calendários e fazer simulações de valores; possui diversos estilos de formatação das células; exporta para PDF, HTML; abre, edita e grava documentos no formato do Microsoft Excel. Mais características ; manual pt
Permite criar apresentações com animações, filmes, efeitos especiais e clipart 2D / 3D; tem capacidade para exportar no formato Adobe Flash (SWF); permite abrir editar e guardar no formato do Microsoft PowerPoint Mais características ; manual pt
OpenOffice.org Base
Sistema de
Gestão de
Base de Dados
Permite criar e editar tabelas, formulários e relatórios utilizado assistentes; possui capacidade de abrir e manipular bases de dados em dBASE, Microsoft Access, MySQL, Oracle ou outras bases de dados ODBC. Mais características ; manual pt
Permite criar animações, filmes e efeitos especiais; utiliza clipart 2D / 3D; exporta no formato Adobe Flash (SWF); abre, edita e grava documentos do Microsoft PowerPoint; possui ferramenta de desenho de diagramas Mais características
Aplicações de produtividade baseadas na web
Se tivermos uma ligação permanente e rápida à Internet, podemos utilizar um conjunto de aplicativos virtuais para substituir o nosso escritório fixo.
Uma das vantagens é a possibilidade de poder utilizar estas aplicações sem as ter de as instalar e sem preocupações com as actualizações. A sua utilização é independente da plataforma e geralmente funcionam nos Navegadores Web (Browsers) mais comuns, pelo que as podemos utilizar em qualquer computador que possua uma ligação à Internet.
Existem várias aplicações virtuais que funcionam a partir de uma página web, estas não são Open Source, pelo que não lhe podemos adicionar extras. A Adobe, a Microsoft, a Google e outras grandes empresas de Informática lançaram ou estão a planear criar serviços de edição online dos quais alguns são pagos e outros são de utilização gratuita. O facto de não se controlar os locais por onde passa a informação pode ser um factor a considerar quando se está a escrever algo sensível ou privado.
Inclui processador de texto, folha de cálculo e gestor de apresentações. Permite ler e exportar documentos de Office nos formatos mais populares.
Um documento pode ser privado, partilhado, ou público. Os documentos são guardados numa localização virtual, a sua edição pode ser partilhada em grupo. Existem administradores específicos para cada documento que decidem quem tem direitos de edição e visualização. Mais características ; funcionaliades recentes ; 100 Great Google Docs Tips for Students & Educators
Inclui processador de texto, folha de cálculo e gestor de apresentações, num conjunto de mais de 20 aplicações que está sendo ampliado. Permite ler e exportar documentos de Office nos formatos mais populares. Permite ligações com as aplicações Google incluindo o Google Docs. A utilização é gratuita para utilizadores particulares sendo paga para organizações.
Aplicações de produtividade baseadas na web que permitem trabalhar em modo desconectado(offline)
Uma das desvantagens das aplicações baseadas na web é a necessidade de manter a ligação à Internet activa e de boa velocidade. Para contornar este inconveniente podemos utilizar o Gears.
O Gears é um projecto de código aberto (open source) que permite manter activas, em modo desconectado, algumas aplicações que necessitam de uma ligação permanente à Internet. Este projecto é mais um bom exemplo de como o código aberto pode ser aproveitado por outras identidades para além das que inicialmente o desenvolveram, em prol do bem comum. Para saber mais consulte http://pt.wikipedia.org/wiki/Google_Gears e Ajuda do Gears
Exemplos de aplicações baseadas na web que já admitem o Gears:
Sotware de Autor
Existem ferramentas de código aberto e de qualidade que permitem a concepção e desenvolvimento de recursos educacionais. Na lista a seguir apresentamos alguns exemplos FOSS (Free and Open Source Software, em inglês).
eXe
eXe (eLearning XHTML editor, em inglês) é uma ferramenta de autoria que permite a criação de conteúdos e cursos. O producto final pode ser publicado em formato HTML ou incorporado em sistemas de gestão de aprendizagem como seja o Moodle.
Xerte é um conjunto de ferramentas que permite conceber, criar e publicar materiais de aprendizagem em formato SCORM (Sharable Content Object Reference
Model). Pode ser incorporado em sistemas de gestão de aprendizagem como seja o Moodle.
De acordo com a União Internacional das Telecomunicações (UIT), no final de 2008, o número de assinaturas de telemóveis a nível mundial ultrapassou os quatro mil milhões, um crescimento de 25% em relação a 2007. Em alguns países como o Reino Unido, a Itália, a Suécia e Portugal, a percentagem de telemóveis é superior ao número de habitantes (The World Factbook, 2009). Igualmente importante tem sido a revolução na tecnologia dos computadores e das comunicações com a instalação de redes móveis e o desenvolvimento de câmeras digitais e computadores móveis que estão a convergir nos PDAs "that can enable people to access internet resources and run experiments in the field, capture, store and manage everyday events as images and sounds, and communicate and share the material with colleagues and experts throughout the world" (Sharples, Corlett & Westmancott, 2002).
A elevada penetração destas tecnologias, a tendência crescente para a posse de, pelo menos, um item tecnológico móvel (e, nalguns casos, mesmo dois ou três), a convergência de tecnologias móveis (de que o iPod Touch, o iPhone e a nova geração de PDAs são um exemplo) tem vindo a despertar um interesse crescente na sua utilização em contexto educativo com a promessa de educação equitativa, pessoal, eficiente e atraente (Pea & Maldonado, 2006), liberdade em relação à altura, ao lugar e ao ritmo do aluno (Naidu, 2008).
O uso no ensino destes equipamentos móveis, que podem ser transportados com relativa facilidade, é referida como mobile learning ou m-learning, um conceito simultaneamente novo e familiar que tem a ver com a mobilidade dos estudantes (Kukulska-Hulme, 2005a).
Vários estudos têm demonstrado as potencialidades do uso das tecnologias móveis. Marc Prensky (Prensky, 2005) considera que o mobile learning pode ser utilizado para se aprender tudo: “I maintain that the question of what students can learn with a cell phone is ‘anything’, if educators design it right”. Como exemplos, cita o ensino da literatura, da escrita, da História e das línguas. No campo do ensino das línguas, Zurita e Nussbaum (Zurita & Nussbaum, 2004), por exemplo, relatam uma experiência em que equipamentos móveis foram utilizados como apoio na aprendizagem do espanhol com vantagens em relação ao ensino tradicional.
Os assistentes digitais pessoais (PDAs) podem ser usados para aceder a materiais como e-books (Waycott & Kukulska-Hulme, 2003), bases de dados ou podcasts, contactar um especialista ou um membro de uma comunidade de prática (Freysen, 2004) em qualquer altura e em qualquer lugar.
Os podcasts, com a sua facilidade de produção, difusão e portabilidade podem ser utilizados para gravar aulas para os alunos usarem mais tarde (Laing, Wootton, & Irons, 2006).
Para autores como Pea, Maldonado (Pea & Maldonado, 2006) e Roschelle (Roschelle & Pea, 2002), a tecnologia móvel é importante para a implementação da aprendizagem colaborativa apoiada por computador (Computer-Supported Collaborative Learning ou CSCL), permitindo que os alunos construam representações partilhadas do seu conhecimento. Este tipo de trabalho é igualmente mencionado por Zurita e Nussbaum (Zurita & Nussbaum, 2004).
Apesar das potencialidades do uso das tecnologias móveis no ensino, vários estudos apontam alguns problemas importantes: reduzido tamanho dos écrans, dificuldade de navegação e usabilidade (Waycott & Kukulska-Hulme, 2003; Trinder, Magill, & Roy, 2005; Pettit & Kukulska-Hulme, 2007; Kukulska-Hulme, 2005b).
Para além destes problemas técnicos, há autores que apresentam outros desafios. Marc Prensky (Prensky, 2005), apesar do seu grande entusiasmo na utilização de telemóveis no ensino, refere claramente dois problemas: a necessidade de o design dos materiais ser bem feito (cf. Mohamed Ally, 2004) e de os professores deixarem de ver os telemóveis (mas também os PDAs e os leitores de MP3s) como distracções do processo de aprendizagem. Freysen (Freysen, 2004), por exemplo, fala na necessidade de se utilizar o agrupamento de informação (chunking).
Ally, M. (2004). Using learning theories to design instruction for mobile learning devices. In Mobile learning anytime anywhere: A book of papers from MLEARN 2004 (pp. 5-8). Learning and Skills Development Agency.
Freysen, J. B. (2004). M-learning: an educational perspective. In Mobile learning anytime anywhere: A book of papers from MLEARN 2004 (pp. 73-75). Londres: Learning and Skills Development Agency.
Kukulska-Hulme, A. (2005a). Introduction. In A. Kukulska-Hulme, & J. Traxler (Edits.), Mobile Learning: A handbook for educators and trainers (pp. 1-6). Abingdon, RU: Routledge.
Kukulska-Hulme, A. (2005b). Mobile usability and user experience. In A. Kukulska-Hulme, & J. Traxler (Edits.), Mobile Learning: A handbook for educators and trainers (pp. 45-56). Abingdon, RU: Routledge.
Kukulska-Hulme, A., & Traxler, J. (2005). Mobile teaching and learning. In A. Kukulska-Hulme, & J. Traxler (Edits.), Mobile Learning: A handbook for educators and trainers (pp. 25-44). Abingdon, RU: Routledge.
Laing, C., Wootton, A., & Irons, A. (2006). iPod! uLearn? In IV International Conference on Multimedia and ICTs in Education (pp. 514-518). Sevilha: M-ICTE.
Naidu, S. (2008). Enabling Time, Pace, and Place Independence. In J. M. Spector, M. D. Merrill, J. Van Merriënboer, & M. P. Driscoll (Edits.), Handbok of Research on Educational Communications and Technology (pp. 259-268). Nova Iorque: Lawrence Erlbaum Associates.
O’Malley, C., Vavoula, G., Glew, J. P., Taylor, J., Sharples, M., & Lefrere, P. (2003). MOBIlearn WP4 – Guidelines for Learning/Teaching/Tutoring in a mobile environment. Obtido em 10 de Julho de 2009, de MOBILearn: http://www.mobilearn.org/download/results/guidelines.pdf
Pea, R. D., & Maldonado, H. (2006). WILD for Learning: Interacting Through New Computing Devices Anytime, Anywhere. In R. K. Sawyer (Ed.), The Cambridge handbook of the learning sciences (pp. 427-441). Cambridge: Cambridge University Press.
Pettit, J., & Kukulska-Hulme, A. (2007). Going with the grain: Mobile devices in practice. 23rd annual ascilite conference: Who’s learning? Whose technology. 23, pp. 647-656. ascilite.
Riding, R., & Rayner, S. (2002). Cognitive Styles and Learning Strategies: Understanding Style Differences in Learning and Behavior. Londres: David Fulton Publishers.
Roschelle, J., & Pea, R. (2002). A walk on the WILD side: How wireless handhelds may change CSCL. In International Conference on Computer-Supported Collaborative Learning. Boulder: Colorado.
Sharples, M., Taylor, J., & Vavoula, G. (2005). Towards a Theory of Mobile Learning. MLearn 2005 conference. Nothingham: Universidade de Nothingham.
Trinder, J., Magill, J., & Roy, S. (2005). Expect the unexpected: Practicalities and problems of a PDA project. In A. Kukulska-Hulme, & J. Traxler (Edits.), Mobile Learning: A handbook for educators and trainers (pp. 92-98). Abingdon, RU: Routledge.
Waycott, J., & Kukulska-Hulme, A. (2003). Students’ experiences with PDAs for reading course materials. Personal and Ubiquitous Computing , 7 (1), 30-43.
Zurita, G., & Nussbaum, M. (2004). A constructivist mobile learning environment supported by a wireless handheld network. Journal of Computer Assisted Learning , 20, pp. 235-243.
Referências Bibliográficas (Capítulos Qualidade, Áudio e Vídeo):
Nelson Gonçalves. Guia de Software Livre para Escolas, Alunos e Professores - Edição revista e aumentada v1.1 | Associação Ensino Livre. Centro de Formação de Associação das Escolas de Matosinhos. http://www.ensinolivre.pt/?q=node/211.
Criação de Recursos Educacionais Abertos
Compose / Compor
1. Introdução
Depois de efectuada uma pesquisa sobre Recursos Educacionais Abertos (REA, Open Educational Resouces, em inglês) pode-se chegar à conclusão de que os recursos já existentes não satisfazem premissas importantes ou que a sua adaptação não seria viável. Opta-se então pela criação de raiz de novos recursos educacionais.Este capítulo pretende apresentar algumas das ferramentas (na sua grande maioria de código aberto) utilizadas na criação e implementação de REAs.
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2. Qualidade
A criação de recursos educativos de qualidade é sem dúvida uma das grandes preocupações de um educador (professor, tutor, formador). O objectivo da criação de recursos educativos vai de encontro à necessidade de promover junto dos alunos a compreensão e mobilização do seu próprio conhecimento perante os conteúdos curriculares estabelecidos. Este objectivo, comum a qualquer educador, impulsionou a crescente utilização de aplicações computacionais para a criação e utilização de recursos educativos adaptados às actividades pedagógicas planeadas pelos próprios professores. Actualmente, estas aplicações computacionais estão cada vez mais acessíveis aos professores, disponibilizando-lhes todo um leque de arsenal tecnológico que permite o desenvolvimento de recursos educativos, tais como: animações espectaculares, esquemas organizacionais de informação, conteúdos multimédia, ambientes de aprendizagem online, estratégias de comunicação síncrona e assíncrona e documentos colaborativos, etc.
Mas porquê tornar recursos educativos abertos? Segundo a definição atribuída pela UESCO, os REA são recursos educativos de livre acesso, suportados por tecnologias de informação e comunicação (TIC), para consulta, uso e adaptação por uma comunidade de utilizadores para fins não comerciais. O acesso a estes recursos torna-se cada vez mais importante para um educador, mas igualmente importante é a sua criação. Por esta razão razão esta página wiki se centrar sobre a criação de REA. O seu objectivo é apresentar tipos de REA que um educador pode criar livremente, através de aplicações computacionais de livre utilização.
Encaremos então a qualidade não só como elemento de análise dos recursos, mas sim como factor de que possibilita a criatividade, liberdade e a livre partilha de conhecimento por parte dos educadores de todo o mundo.
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3. Imagem
Estudos realizados mostram que aprendemos melhor com imagens e palavras do que só com palavras e num mundo onde as imagens assumem uma importância cada vez maior, uma atenção especial deve ser dada à parte visual dos recursos educativos. Como refere Richard Mayer, "(...) you can help people learn better if you include appropriately designed graphics in instructional presentations" (Clark & Lyons, 2004: XIII).
Uma representação visual clara da informação é fundamental para a compreensão. Por vezes, como acontece com informação científica ou técnica muito rica e complexa, a utilização de imagens é a única forma de apresentar a informação (Malamed, 2009: 10; Mayer, 2001: 63). Um papel importante das imagens nos recursos educativos é ajudar à integração da nova informação com os conhecimentos anteriores (Mayer, 2008: 383)
Mayer considera haver quatro tipos possíveis de imagens que podem ser utilizadas para ajudar à compreensão (Mayer 2008: 382):
Diagramas
Nos diagramas incluímos os gráficos de barras, circulares, histogramas e outros gráficos estatísticos, diagramas de Venn, gráficos organizacionais como fluxogramas, cartogramas e gráficos de Gantt (para uma visão mais completa do assunto consultar, por exemplo, o artigo da Wikipedia; Bounford, 2000; Malamed, 2009:19-40). Bounford considera que "If the art is designed in such a way that it literally, illustrates one or more points of information, or if it is part of a sequence that sets out to do that, I count it as an illustrative diagram" (Bounford, 2000: 8).
Clark, Nguyen e Sweller apresentam algumas orientações sobre quando utilizar diagramas: para optimizar o desempenho de tarefas que necessitem de manipulações espaciais, para promover a aprendizagem de regras que envolvam relações espaciais e para ajudar os alunos a criar uma melhor compreensão do material (Clark, Nguyen & Sweller, 2006: 47-61; Few, 2009; Knight & Glasser, 2009: 5; O'Grady & O'Grady: 2008: 11).
Recursos para diagramas
Na Internet podemos encontrar vários recursos para a criação de diagramas, alguns grátis, outros pagos. No quadro que se segue apresentamos alguns serviços grátis.
Exemplos de utilização de imagens
The elements of online communication 3: images
Digital Photography - Through the Lens
Clipart
Openclipart
Free digital photos
Existem alguns sites como, por exemplo, a Fotolia ou a Fotosearch onde se podem adquirir imagens a um preço reduzido e que não possuem direitos de utilização (royalty free).
Software de edição de imagem
Edição de imagem online
Formatos de imagem
Para uma descrição dos formatos de imagem, ver o artigo da Wikipédia .
Referências
Baer, K. (2009). Information design workbook. Beverly, MS: Rockport Publishers, Inc.
Bounford, T. (2000). Digital diagrams: effective design and presentation of statistical information. Nova Iorque: Watson-Guptil Publications.
Clark, R. C., & Lyons, C. (2004). Graphics for Learning: Proven guidelines for planning, designing and evaluating visuals in training materials. São Francisco, CA: Pfeiffer.
Clark, R., Nguyen, F., & Sweller, J. (2006). Efficiency in Learning: Evidence-based Guidelines to Manage Cognitive Load. São Francisco: John Wiley & Sons Inc.
Few, S. (2009). Now you see it: simple visualization techniques for quantitative analysis. Oakland, CA: Analytic Press.
Knight, C., & Glaser, J. (2009). Diagrams: Innovative solutions for graphic designers. Mies, Suíça: RotoVision SA.
Malamed, C. (2009). Visual language for designers: Principles for creating graphics that people understand. Beverly, MS: Rockport Publishers, Inc.
Mayer, R. E. (2001). Multimedia learning. Cambridge: Cambridge University Press.
Mayer, R. E. (Ed.). (2005). The Cambridge handbook of multimedia learning. Cambridge: Cambridge University Press.
Mayer, R. E. (2008). Learning and instruction (2ª ed.). Upper Saddle River, Nova Jérsia: Pearson Merrill Prentice Hall.
O'Grady, J., & O'Grady, K. V. (2008). The information design handbook. Mies, Suíça: RotoVision SA.
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4. Áudio
O áudio como REA
A criação de REA também pode ser realizada através de áudio ou vídeo. No caso do áudio, este formato é bastante útil na partilha de ideias e reflexões pessoais ou de grupo. Limitando a expressão pessoal dos alunos ao texto, promove-se a alfabetização e a gramática, mas ao incorporar áudio ao texto, permitimos que os alunos desenvolvam outras competências, como a oralidade e a expressão criativa. Para além disso, através do áudio é possível captar os relatos de vários alunos num só ficheiro e a suas interacções como grupo de trabalho. Desta forma, também se promove o trabalho colaborativo e a interacção inter-pessoal, impossível de se realizar através de uma participação individualizada.
O áudio também é uma importante ferramenta a ser utilizada pelo professor, nomeadamente na adesão dos alunos aos trabalhos propostos. Através de uma proposta de trabalho em texto com uma introdução em áudio, o professor promove um contacto mais directo e reduz a quantidade de texto a ler pelo aluno, permitindo que este canalize mais tempo na realização do trabalho, em vez de ter de ler duas ou três páginas de explicação conceptual. Para além desta rentabilização de tempo, o áudio também permite uma ambiente mais humano e pessoal na partilha de informação entre professores e alunos através de um LMS, blog, Wiki ou podcast.
Para além da utilização em ambientes online, o áudio também é bastante útil em tarefas presenciais. Num trabalho de pesquisa é inconcebível não utilizar o áudio para gravar uma entrevista. Este processo pode ser facilmente alcançável através de um leitor mp3 com microfone. Para além das entrevistas, os alunos também podem gravar relatos das suas experiências de aprendizagem desenvolvidas nas mais variadas actividades propostas pelo professor e utilizar o áudio para relembrar alguns aspectos do seu percurso de aprendizagem e inclui-los num trabalho ou disponibilizar as suas ideias on-line, através do seu blog pessoal ou outros ambientes web.
Para conhecer um pouco melhor a utilidade do formato áudio para comunicação online, recomendamos a consulta do seguinte artigo:
Neste artigo são referenciados os pontos fortes na utilização do áudio para comunicação, assim como os contextos de utilização menos recomendados. Também a presenta alguns estudos sobre a utilização do áudio e os formatos mais frequentes de serem utilizados para a distribuição online de ficheiros áudio.
Mas para poder utilizar o áudio como recurso educativo, primeiro terá que gravar e criar ficheiros áudio. Para tal recomendamos as seguintes aplicações:
Aplicações para criação de conteúdos áudio:
Tutorial
Tutoriais (wiki oficial)
Tutoriais (YouTube)
Tutoriais (YouTube)
Documentação de apoio
Windows
Linux, Windows e Mac
Linux e Windows.
Tipos de conteúdos áudio REA:
Exemplos de recursos educativos abertos, utilizando o áudio como formato, podem ser:
1. Podcasts
2. AudioBooks
Podcasts:
Os Podcasts são ficheiros ou arquivos áudio em formato digital, que se encontram armazenados num servidor, cujo download está acessível a qualquer utilizador de Internet. O utilizador subscreve ao podcast por meio de um feed RSS (Really Simple Syndication - RSS 2.0), que funciona como um índice actualizável do podcast, permitindo que novos ficheiros áudio sejam automaticamente enviados para um agregador, que pode ser um programa ou página na Internet, que gere o download e actualizações de novos ficheiros.
Esta nova forma de distribuição de ficheiros multimédia dinamizou por completo a produção de conteúdos áudio, tornando o podcasting num dos formato mais comuns de partilha de informação pela Internet. Os podcasts são óptimos exemplos de recursos educativos abertos, pois para além de serem disponibilizados livremente e sem custos para os utilizadores, também podem ser integrados como elementos de um objecto de aprendizagem mais complexo.
Se pretende aprender como criar podcasts, recomendamos os seguintes recursos:
PoducateMe Podcasting Guide - Micah Ovadia
Provavelmente o melhor guia sobre podcasting para Educação. Ao longo deste extenso guia irá aprender todos os aspectos mais importantes na criação de podcasts educativos: O que são? A história do Podcasting. Como encontrar e criar podcasts. Software e equipamento a utilizar. Como publicar um podcast na Internet.
Este guia online é imprescindível para qualquer aprendiz de podcaster!
Website que contextualiza o podcasting como actividade educativa para escolas. Para além de apresentar a definição de podcast e sugestões de equipamentos e software, este website é mais direccionado a professores que queiram implementar o podcasting, apresentando várias vantagens que o justificam como um óptimo projecto educativo, nomeadamente no desenvolvimento de competências e factor de motivação dos alunos para as tarefas escolares.
Na secção dedicada ao Podcasting, no site da Apple Education, poderá consultar vários exemplos de podcasts educativos disponíveis através do projecto iTunesU, um directório de podcasts educativos produzidos por várias universidades. Para além do acesso ao esse directório também poderá consultar materiais de apoio à produção de podcasts e consultar a opinião de autores - podcasters. Sendo que o nome podcast advém do dispositivo da Apple, o iPod, seria absurdo não fazer referência a este site.
Exemplos de aplicações mais dedicadas à criação de podcasts podem ser encontradas no seguinte website:
Podcasting Software - Podcasting News
AudioBooks:
Os audiobook são conversões, para o formato áudio, de livro e textos literários, criados através da narração dos seus conteúdos. Consistem em agrupamentos de ficheiros áudio no formato mp3, em que cada ficheiro representa partes dos capítulo de um livro.
O audiobooks têm vindo a crescer em quantidade e qualidade com o crescente utilização de leitores de mp3 portáteis.
O processo de criação de um audiobook não varia muito de um podcast. Utilizando um software de edição áudio para a gravação de vários ficheiros áudio, um professor pode facilmente agregar os vários ficheiros em capítulos, dando origem à versão final do audiobook.
O processo de criação de audiobooks está muito bem explicado nos seguintes dois recursos:
Esta foto galeria apresenta em 8 simples passos, o processo de criação de um audiobook utilizando o iTunes (freeware) para a estruturação de vários ficheiros áudio, num audiobook.
Na seguinte apresentação, da autoria de Joe Fahs é demonstrado o processo de criação de audiobooks através da compilação de vários podcasts pré-gravados.Também são apresentado exemplos de distribuição de audiobooks através de plataformas online (LMS) e para dispositivos móveis (iPod e iPhone).
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5. Vídeo
O vídeo como REA
Utilizar recursos áudio é uma óptima estratégia de pedagógica. Mas combinar áudio com imagem em movimento, as possibilidades na partilha de informação aumentam imenso. Aqui já entramos no domínio do vídeo, que para muitos poderá ser uma ferramenta difícil de dominar, mas na verdade é uma ferramenta cada vez mais ao alcance de qualquer utilizador, ganhando uma importância considerável em actividades educativas.
A utilização do vídeo quer para comunicação on-line, quer para a criação de materiais educativos com os alunos apresenta várias vantagens. Na comunicação on-line, a exemplo do que foi citado para o áudio, alunos e professores podem partilhar ideias e reflexões sobre tarefas escolares de forma fácil e extremamente pessoal. Através do vídeo a exposição das nossas ideias ganham uma componente visual muito útil quando se trata de dúvidas.
Para além da comunicação online, o vídeo também é um excelente recurso didáctico para exibir informação. Com a incrível expansão dos sites de video sharing, os professores têm actualmente disponível uma vasta colecção de vídeos com carácter educativo, nunca antes acessível. Mais ainda, os professores não têm que se preocupar com conversões e edição, pois esses mesmos vídeos foram criados por outros utilizadores que têm essas competências e que partilham livremente o seu trabalho.
A utilização de um vídeo com teor educativo, ao invés de um documento de 10 páginas, é um elemento mais interessante para os actuais alunos fascinados pela imagem e som. Ao integrar um vídeo com texto, o professor produz materiais educativos de qualidade e mais motivadores para os alunos. Através da utilização de um LMS, um professor pode facilmente criar uma lição, teste ou trabalho onde pode combinar os mais variados elementos multimédia. Para além das actividades estruturadas, um professor também pode criar uma apresentação electrónica ou um documento onde combina o vídeo, ou simplesmente criar um vídeo para os seus alunos.
Neste wiki vamos focar-nos nas potencialidades educativas do vídeo como recurso educativo aberto. Serão apresentados exemplos de REA com base no vídeo e aplicações informáticas para a criação desses mesmos recursos.
Tipos de conteúdos Vídeo REA:
Para podemos distinguir as várias formas em que se pode utilizar o vídeo como recurso educativo aberto, vamos considerar três tipos de vídeos:1. Filmes educativos
2. Screencasts
Filmes educativos
Consideramos como filmes a grande maioria dos vídeos que consultamos na Internet e na Televisão. Podem ser filmes de elevada produção cinematográfica (ex:Documentários) ou pequenos vídeos amadores onde várias fontes áudio, imagem e vídeo são conjugadas para produzir um filme demonstrativo, instrucional ou informativo.
A produção de um filme educativo pressupõe que se sigam algumas regras de realização cinematográfica. Conceitos como composição, transição, pós-produção são alvo de estudos aprofundados que tornaram o cinema a 7ª arte. Obviamente que não é exigido que professores e alunos produzam uma longa metragem candidata aos Óscares. No entanto, com algum esforço e dedicação é possível produzir pequenos vídeos com alto valor educativo, obedecendo a algumas regras e indicações e com equipamento amador.
Se pretende aprender a produzir filmes educativos, aconselhamos a consulta dos seguintes recursos:
Course Video101 - Prof. Mike Trinklein
Website, em formato de curso, sobre Produção Vídeo Digital. Neste curso são explicados vários aspectos técnicos relacionados com a produção de conteúdos em vídeo, sendo um óptimo recurso educativo para quem queira aprender a criar filmes educativos sozinho ou com o seus alunos.
Make Internet TV - The Participatory Culture Foundation
Guia online interactivo com instruções sobre as várias etapas necessárias para gravar e publicar vídeos na Internet.
A informação destina-se a utilizadores amadores que pretendam iniciar-se na produção vídeo para ambientes online, sendo um excelente recurso educativo para professores principiantes na área.
Outro curso online sobre produção vídeo, totalmente direccionado para professores que queiram produzir vídeos educativos com os seus alunos. Dividido por vários capítulos, este curso exibe várias dicas e técnicas de apoio à criação de vídeo com qualidade semi-profissional. O curso disponibiliza exemplos de documentos para planeamento e vídeos tutoriais que ilustram alguns conceitos e técnicas. Embora seja direccionado para o software de edição de Apple, os conceitos apresentados são transversais a qualquer editor que decida utilizar.
Aplicações para edição vídeo:
mais básicas mas suficientemente versátil para cineastas amadores.
que pretendam mais soluções de edição para projectos semi-profissionais.
avançadas.
Tutoriais (wiki)
Tutoriais (Youtube)
Tutorial (site)
Tutoriais (YouTube)
Tutoriais (site)
Tutoriais (Youtube)
Tutoriais (site)
Tutoriais (Youtube)
Linux, Windows e Mac OS
Linux e Windows*
Linux e Mac OS
Linux, Windows e Mac OS
Os quatro softwares acima recomendados são alguns exemplos do vasto leque de aplicações para edição vídeo. Foram seleccionados por serem todos open-source (código aberto e livre utilização) e representam diferentes níveis de complexidade que se pode encontrar em aplicações deste género: desde o simples conversor/editor à avançada plataforma de produção 3D.
Para conhecer outras aplicações, consulte os seguintes sites:
List of video editing software - Wikipedia
Screencasts
Os Screencasts são vídeos baseados em captura de ecrã com narração incorporada. Geralmente são demonstrações que combinam imagem em movimento e a explicação oral ou textual do processos que ocorrem em ambientes computacionais. São muito utilizados para demonstrações de websites, narração de apresentações electrónicas ou tutoriais de ferramentas computacionais (software).No seguinte vídeo poderá ter uma melhor ideia do conceito de screencast:
Para aprender mais sobre screencasts, sugerimos os seguintes recursos:
Sreencasting Primer - Beth Kanter
Neste wiki dedicado ao screencasting, a autora apresenta uma introdução ao screencasting, explicando o seu conceito, sua utilidade e técnicas e dicas para começar a produção dos seus próprios screencast. Um recuso muito útil para professores e organizações não governamentais. Também tem secções sobre software e exemplos de outros autores. Como complemento, consulte o vídeo associado a este texto, também produzido pela Beth Kanter, a explicar o que é um screencast.
Screencast - Resource for screen capture techniques
Neste recurso
Aplicações para criação de screencasts:
Permite partilha directa para o Twitter.
Tutoriais (YouTube)
Tutoriais (CINTED)
Tutorial
Tutorial
Windows e Linux.
As aplicações referidas são alguns exemplos de software e webware disponíveis livremente para a criação de screencasts. Existem muitas outras, nomeadamente pagas, que poderá encontrar nos dois recursos sugeridos para consulta sobre screencasts. Na nossa opinião, estas são as que apresentam maior facilidade de utilização e acessibilidade para qualquer educador que pretenda iniciar-se no screencasting.
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6. Ambientes online
A criação de REAs (Recursos Educacionais Abertos) pode ser sustentada por diferentes tipos de aplicações e tecnologias. Sistemas de Gestão da Aprendizagem, aplicações sociais como o Wiki, editores de HTML (por exemplo, NVU), software de autoria, software de criação e tratamento de multimédia, mas também aplicações de produtividade como sejam o OpenOffice.Neste capítulo pretende-se apresentar alguns Sistemas de Gestão da Aprendizagem (SGAs), Amibientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) e Sistemas de Gestão de Conteúdos (SGCs) de código aberto. Serão também apresentadas algumas das ferramentas que sustentam ou oferecem um combinação de recursos para o desenvolvimento e implementação de Recursos Educacionais Abertos (REAs), nomeadamente Blogs e Wikis.
Sistemas de Gestão da Aprendizagem
Conceitos
Um Sistema de Gestão da Aprendizagem, em inglês Learning Management System (LMS) é um programa que permite a gestão administrativa dos participantes de uma instituição educacional ou profissional, e assim bem como a gestão e disponibilização dos conteúdos (recursos e atividades) de aprendizagem.
A Open University disponibiliza sobre a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.0 Licence cursos no ambiente Moodle, como seja o curso sobre Open Educational Resources.
Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs), em inglês Virtual Learning Environments (VLEs), são LMSs que dão especial enfase ao espaço da aprendizagem e não tanto à gestão e administração de participantes.
Sistemas de Gestão da Conteúdos (SGCs), em inglês Content Management Systems (CMSs) pretendem sobretudo gerir conteúdos e, em geral, não disponibilizam módulos que permitam a avaliação dos participantes. São muitas vezes utilizados como repositórios de documentos multi-medias.
Exemplos de Sistemas de Gestão da Aprendizagem
Download de DotLRN
Funcionalidades de .LRN
Documentação de .LRN
Site de Demonstração de .LRN
ATutor: A small overview [video]
Download de ATutor
Funcionalidades
Documentação de ATutor
Demonstração de ATutor
Claroline: Take a Tour
Download de Claroline
Funcionalidades de Claroline
Documentação de Claroline
Demonstração de Claroline
eFront: Uma apresentação [vídeo, inglês]
Download de eFront
Matriz com as funcionalidades das 4 Edições diferentes
Documentação sobre eFront
Página de demonstração de eFront
Olat em 5 min [vídeo]
Download de Olat
Funcionalidades de Olat
Documentação de Olat
Demo-Site de Olat
Moodle: Uma apresentação [vídeo, inglês]
Download de Moodle
Funcionalidades de Moodle
Documentação de Moodle
Demonstração de Moodle
Exemplo: Moodle como repositório de OpenCourseWare
http://oer.repository.ac.nz/
Links interessantes sobre LMSs
Exemplos de Sistemas de Gestão de Conteúdos (CMS)
EduCommons
Download de EduCommons
Documentação sobre EduCommons
Página de demonstração de EduCommons
Exemplos
- OpenCourseWare de la Universidade Nacional de Educación a Distancia
> http://ocw.innova.uned.es/ocwuniversiahttp://ocw.usal.es/
Drupal 6 - An overview
Download de Drupal
Funcionalidades de Drupal
Documentação de Drupal
Lista de sites: Drupal na Educação
Download de Joomla
Funcionalidades de Joomla
Documentação sobre Joomla
Demo Web Site
Exemplo: Open Educational Resources for Cancer
http://plone.org/
Download
Funcionalidades
Documentação
Site de Demonstração
Wikis
O termo "Wiki" foi cunhado por Ward Cunningham. É uma abreviatura de "wiki-wiki", a expressão havaiana para "rápido". De facto a ferramenta Wiki permite que rapidamente vários pessoas colaborem na construção de um documento. A criação de novos links para outras wiki-páginas é concretizada automaticamente pela aplicação.O seguinte vídeo de Lee LeFever apresenta em termos gerais o funcionamento e as áreas de aplicabilidade de Wikis.
Author: Lee LeFever
Licence: CC Attribution Non-Commercial
URL: http://dotsub.com/view/77366331-a04d-48f0-8cab-cb5e278c4033
Wikis podem ser "abertos", permitindo que todos colaborem na construção das páginas e participem das discussões, ou "fechados", em que a figura do administrador gere as páginas e utilizadores, designando quem tem direitos de visualização e edição.
Um exemplo de um Wiki para fins educacionais é o Workshops sobre Wikis (em português) no WikiEducator. Na criação de um documento colaborativo em contexto educacional deverão ter-se em conta algumas boas práticas sobre como utilizar Wikis na educação, entre elas a utilização de uma Wiki-etiqueta.
Existem várias ferramentas e serviços Wiki, cada um com suas vantagens e desvantagens. Passamos a descrever alguns dos sistema, open source, mais utilizados.
http://www.dokuwiki.org/dokuwiki
Download de DokuWiki
Documentação de DokuWiki
http://www.mediawiki.org/wiki/MediaWiki
Download de MediaWiki
Documentação de MediaWiki
Exemplo: Open Education Resource Foundation
URL: http://twiki.org/
Download de TWiki
Funcionalidades de TWiki
Documentação sobre TWiki
Mais informações sobre Wikis podem ser encontradas na página sobre Wikis de Learning Technologies Centre.
Links externos interessantes
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Blogs
Um Blog (contração de Web e Logs) é um serviço online que permite a publicação de textos, imagens, áudio e vídeo, online. As mensagens colocadas são os "posts" ou os "artigos". Os Posts são, em regra, organizados de forma cronológica inversa, ou seja, o último Post é apresentado primeiro. Existem muitas formas de classificar Blogs dependendo do seu carácter e se são alimentados por um ou mais autores. Através dos chamados "feeds RSS"é possível receber as actualizações efectuadas no Blog, sem ser necessário visitar o site onde o Blog se encontra alojado.
No seguinte vídeo, Lee LeFever explica o que é um Blog.
Author: Lee LeFever
CC Attribution Non-Commercial
http://dotsub.com/view/dc75c2e2-ef81-4851-8353-a877aac9fe3c
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blog
Existem vários tipos de Blog. Devido à sua versatilidade e facilidade de utilização, não requerendo conhecimentos profundos de informática ou de Web Design, os Blogs são uma ferramenta com grandes potencialidades em contexto educacional. Na área dos chamados Blogs Educativos, um exemplo a seguir é sem dúvida o Blog de Miriam Salles, sobre Informática Educacional, Ciências e Meio Ambiente. Um projecto interessante realizado por alunos do Brasil, Portugal e Brasil, é o Voo Brasil-Portugal - França , em que os alunos e suas descobertas são os protagonistas.
O Blog pode ser utilizado como uma ferramenta de apoio à disciplina, onde são por exemplo disponibilizados documentos referentes à disciplina ou curso, em forma de texto, vídeo, podcasting, imagens. Essa partilha pode ser enriquecida quando os alunos são incentivados a inter, comentando as mensagens inicialmente colocadas e continuando com o debate que daí se pode gerar. Uma outra forma de utilizar um blog pode ser a criação de um jornal de turma ou de escola, que poderá ser alimentado ao longo do tempo por todos os membros da comunidade escolar, mas também permitindo o inter-câmbio com outras escolas, nacionais e internacionais.
Existem muitos web-serviços (por exemplo, Blogger, EduSpaces, EduBlogger) especializados na criação e gestão de Blogs. Em seguida é apresentado WordPress.
URL: http://wordpress.org/
Download de WordPress
Funcionalidades de WordPress
Documentação sobre WordPress
http://www.pilpi.net/software/moodle/
http://pt.wordpress.com/tag/educacao/
Links interessantes sobre Blogs:
http://joevans.pbworks.com/Blogs
Webgrafia
Lakhan, S.E. and Jhunjhunwala, K. (2008). Open Source Software in Education. Retrieved on 04/13/2010 from http://www.educause.edu/EDUCAUSE+Quarterly/EDUCAUSEQuarterlyMagazineVolum/OpenSourceSoftwareinEducation/162873
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7. Produtividade
Actualmente a maioria das pessoas utiliza um pacote de aplicações de produtividade pessoal que, por ser muito utilizado em escritórios, costuma ter o nome de Office.
De entre os Office, os mais utilizados são: o Microsoft Office, que apesar de ser pago é provavelmente o número um a nível mundial e o OpenOffice que é livre e gratuito.
O Open Office está a ser cada vez mais utilizado quer a nível do poder local, quer a nível de grandes empresas mundiais. São várias as instituições que estão a mudar para o software livre.
Geralmente o software proprietário está na liderança de novas funcionalidades, no entanto, são cada vez mais os extras (plugins) que se podem ir adicionando ao software código aberto, estes extras trazem por vezes funcionalidades que não estão disponíveis nos programas pagos.
Os programas de Office de código aberto (open source) são um bom exemplo de como os programas de código aberto podem competir com os seus homólogos proprietários.
Sendo um dos nossos objectivos a partilha dos documentos produzidos, queremos efectuar essa partilha sem estarmos dependentes do software e da plataforma onde estes forem criados. As versões actuais dos Office conseguem partilhar documentos entre si sem a necessidade de conversores. Caberá ao utilizador decidir em que formato vai gravar os documentos. Repare que as versões mais recentes dos programas costumam ter funcionalidades novas que se poderão perder quando gravar o documento num formato mais antigo. Para evitar erros de formatação ou perda de funcionalidade, recomenda-se que grave primeiro o documento no formato nativo para esse aplicativo e só depois no formato específico para efectuar a partilha.
Os componentes básicos de um Office incluem tratamento de texto, folha de cálculo, gestor de apresentações, gestor de gráficos, gestor de fórmulas e um gestor de base de dados e relatórios.
Aplicações de produtividade autónomas
pode ser utilizado em computadores com poucos recursos.
Manual
Aceita plugins
Disponível para Windows®, Mac OS X®, GNU/Linux. Possui versão portatil
cartazes, revistas.
Scribus Tutorial
UNESCO Scribus tutorial
Manual PT
Disponível para Windows®, Mac OS X®, GNU/Linux.
Perto de 50 milhões de downloads contabilizados possui versões em mais de 40 idiomas diferentes. É composto pelos aplicativos Writer, Calc, Impress, Base, Draw. Aceita plugins.
BrOffice.org - Página oficial (versão brasileira, muito completa).
pt.OpenOffice.org - Página oficial (versão portuguesa).
Está disponível para Windows®, Mac OS X®, GNU/Linux.
Possui uma versão portátil que funciona sem necessidade de instalação no computador. Com a versão portátil o utilizador poderá transportar o Open Office dentro de um dispositivo removível (por exemplo numa pen drive) e o programa ficará disponível em qualquer computador.
Writer
Processador de texto
Calc
Folha de cálculo
Mais características ; manual pt
Impress
Apresentação
de Slides
Mais características ; manual pt
Base
Sistema de
Gestão de
Base de Dados
Mais características ; manual pt
Draw
Editor de
Desenho
Mais características
Aplicações de produtividade baseadas na web
Se tivermos uma ligação permanente e rápida à Internet, podemos utilizar um conjunto de aplicativos virtuais para substituir o nosso escritório fixo.
Uma das vantagens é a possibilidade de poder utilizar estas aplicações sem as ter de as instalar e sem preocupações com as actualizações. A sua utilização é independente da plataforma e geralmente funcionam nos Navegadores Web (Browsers) mais comuns, pelo que as podemos utilizar em qualquer computador que possua uma ligação à Internet.
Existem várias aplicações virtuais que funcionam a partir de uma página web, estas não são Open Source, pelo que não lhe podemos adicionar extras. A Adobe, a Microsoft, a Google e outras grandes empresas de Informática lançaram ou estão a planear criar serviços de edição online dos quais alguns são pagos e outros são de utilização gratuita. O facto de não se controlar os locais por onde passa a informação pode ser um factor a considerar quando se está a escrever algo sensível ou privado.
Um documento pode ser privado, partilhado, ou público. Os documentos são guardados numa localização virtual, a sua edição pode ser partilhada em grupo. Existem administradores específicos para cada documento que decidem quem tem direitos de edição e visualização.
Mais características ; funcionaliades recentes ; 100 Great Google Docs Tips for Students & Educators
Office Suite
Aplicações de produtividade baseadas na web que permitem trabalhar em modo desconectado (offline)
Uma das desvantagens das aplicações baseadas na web é a necessidade de manter a ligação à Internet activa e de boa velocidade. Para contornar este inconveniente podemos utilizar o Gears.
Exemplos de aplicações baseadas na web que já admitem o Gears:
Está disponível para Windows, Windows Mobile, Mac OS Tiger/Leopard, Mac OS Snow Leopard, Linux and Android.
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8. Software de Autoria
Sotware de Autor
Existem ferramentas de código aberto e de qualidade que permitem a concepção e desenvolvimento de recursos educacionais. Na lista a seguir apresentamos alguns exemplos FOSS (Free and Open Source Software, em inglês).
eXe (eLearning XHTML editor, em inglês) é uma ferramenta de autoria que permite a criação de conteúdos e cursos. O producto final pode ser publicado em formato HTML ou incorporado em sistemas de gestão de aprendizagem como seja o Moodle.
URL de eXe
Download de eXe
Manual sobre eXe
Tutorial sobre eXe
Xerte é um conjunto de ferramentas que permite conceber, criar e publicar materiais de aprendizagem em formato SCORM (Sharable Content Object Reference
Model). Pode ser incorporado em sistemas de gestão de aprendizagem como seja o Moodle.
URL de Xerte
Download de Xerte
Documentação de Xerte
Exemplo realizado em Xerte
Links interessantes
Mais ferramentas de criação de conteúdos aqui
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9. Conteúdos Móveis
De acordo com a União Internacional das Telecomunicações (UIT), no final de 2008, o número de assinaturas de telemóveis a nível mundial ultrapassou os quatro mil milhões, um crescimento de 25% em relação a 2007. Em alguns países como o Reino Unido, a Itália, a Suécia e Portugal, a percentagem de telemóveis é superior ao número de habitantes (The World Factbook, 2009). Igualmente importante tem sido a revolução na tecnologia dos computadores e das comunicações com a instalação de redes móveis e o desenvolvimento de câmeras digitais e computadores móveis que estão a convergir nos PDAs "that can enable people to access internet resources and run experiments in the field, capture, store and manage everyday events as images and sounds, and communicate and share the material with colleagues and experts throughout the world" (Sharples, Corlett & Westmancott, 2002).A elevada penetração destas tecnologias, a tendência crescente para a posse de, pelo menos, um item tecnológico móvel (e, nalguns casos, mesmo dois ou três), a convergência de tecnologias móveis (de que o iPod Touch, o iPhone e a nova geração de PDAs são um exemplo) tem vindo a despertar um interesse crescente na sua utilização em contexto educativo com a promessa de educação equitativa, pessoal, eficiente e atraente (Pea & Maldonado, 2006), liberdade em relação à altura, ao lugar e ao ritmo do aluno (Naidu, 2008).
O uso no ensino destes equipamentos móveis, que podem ser transportados com relativa facilidade, é referida como mobile learning ou m-learning, um conceito simultaneamente novo e familiar que tem a ver com a mobilidade dos estudantes (Kukulska-Hulme, 2005a).
Vários estudos têm demonstrado as potencialidades do uso das tecnologias móveis. Marc Prensky (Prensky, 2005) considera que o mobile learning pode ser utilizado para se aprender tudo: “I maintain that the question of what students can learn with a cell phone is ‘anything’, if educators design it right”. Como exemplos, cita o ensino da literatura, da escrita, da História e das línguas. No campo do ensino das línguas, Zurita e Nussbaum (Zurita & Nussbaum, 2004), por exemplo, relatam uma experiência em que equipamentos móveis foram utilizados como apoio na aprendizagem do espanhol com vantagens em relação ao ensino tradicional.
Os assistentes digitais pessoais (PDAs) podem ser usados para aceder a materiais como e-books (Waycott & Kukulska-Hulme, 2003), bases de dados ou podcasts, contactar um especialista ou um membro de uma comunidade de prática (Freysen, 2004) em qualquer altura e em qualquer lugar.
Os podcasts, com a sua facilidade de produção, difusão e portabilidade podem ser utilizados para gravar aulas para os alunos usarem mais tarde (Laing, Wootton, & Irons, 2006).
Para autores como Pea, Maldonado (Pea & Maldonado, 2006) e Roschelle (Roschelle & Pea, 2002), a tecnologia móvel é importante para a implementação da aprendizagem colaborativa apoiada por computador (Computer-Supported Collaborative Learning ou CSCL), permitindo que os alunos construam representações partilhadas do seu conhecimento. Este tipo de trabalho é igualmente mencionado por Zurita e Nussbaum (Zurita & Nussbaum, 2004).
Apesar das potencialidades do uso das tecnologias móveis no ensino, vários estudos apontam alguns problemas importantes: reduzido tamanho dos écrans, dificuldade de navegação e usabilidade (Waycott & Kukulska-Hulme, 2003; Trinder, Magill, & Roy, 2005; Pettit & Kukulska-Hulme, 2007; Kukulska-Hulme, 2005b).
Para além destes problemas técnicos, há autores que apresentam outros desafios. Marc Prensky (Prensky, 2005), apesar do seu grande entusiasmo na utilização de telemóveis no ensino, refere claramente dois problemas: a necessidade de o design dos materiais ser bem feito (cf. Mohamed Ally, 2004) e de os professores deixarem de ver os telemóveis (mas também os PDAs e os leitores de MP3s) como distracções do processo de aprendizagem. Freysen (Freysen, 2004), por exemplo, fala na necessidade de se utilizar o agrupamento de informação (chunking).
Exemplos
iPod Touch. Touching student lives in the classroomSix educators talk about iPhone/iPod Touch use in Queenssland education
Newtoon (vídeo)
iTune U and mobile learning
Ferramentas
iPhone/iPod Touch/iPadAndroid
Blackberry
Sony Ericsson
Samsung
Phonegap
Rhomobile
Appcelerator
Elips
MoSync
QT
Referências
Ally, M. (2004). Using learning theories to design instruction for mobile learning devices. In Mobile learning anytime anywhere: A book of papers from MLEARN 2004 (pp. 5-8). Learning and Skills Development Agency.
Freysen, J. B. (2004). M-learning: an educational perspective. In Mobile learning anytime anywhere: A book of papers from MLEARN 2004 (pp. 73-75). Londres: Learning and Skills Development Agency.
Kukulska-Hulme, A. (2005a). Introduction. In A. Kukulska-Hulme, & J. Traxler (Edits.), Mobile Learning: A handbook for educators and trainers (pp. 1-6). Abingdon, RU: Routledge.
Kukulska-Hulme, A. (2005b). Mobile usability and user experience. In A. Kukulska-Hulme, & J. Traxler (Edits.), Mobile Learning: A handbook for educators and trainers (pp. 45-56). Abingdon, RU: Routledge.
Kukulska-Hulme, A., & Traxler, J. (2005). Mobile teaching and learning. In A. Kukulska-Hulme, & J. Traxler (Edits.), Mobile Learning: A handbook for educators and trainers (pp. 25-44). Abingdon, RU: Routledge.
Laing, C., Wootton, A., & Irons, A. (2006). iPod! uLearn? In IV International Conference on Multimedia and ICTs in Education (pp. 514-518). Sevilha: M-ICTE.
Naidu, S. (2008). Enabling Time, Pace, and Place Independence. In J. M. Spector, M. D. Merrill, J. Van Merriënboer, & M. P. Driscoll (Edits.), Handbok of Research on Educational Communications and Technology (pp. 259-268). Nova Iorque: Lawrence Erlbaum Associates.
O’Malley, C., Vavoula, G., Glew, J. P., Taylor, J., Sharples, M., & Lefrere, P. (2003). MOBIlearn WP4 – Guidelines for Learning/Teaching/Tutoring in a mobile environment. Obtido em 10 de Julho de 2009, de MOBILearn: http://www.mobilearn.org/download/results/guidelines.pdf
Pea, R. D., & Maldonado, H. (2006). WILD for Learning: Interacting Through New Computing Devices Anytime, Anywhere. In R. K. Sawyer (Ed.), The Cambridge handbook of the learning sciences (pp. 427-441). Cambridge: Cambridge University Press.
Pettit, J., & Kukulska-Hulme, A. (2007). Going with the grain: Mobile devices in practice. 23rd annual ascilite conference: Who’s learning? Whose technology. 23, pp. 647-656. ascilite.
Prensky, M. (2005). What can you learn from a cell phone? Almost anything. Obtido em 1 de Julho de 2009, de Innovateonline: http://www.inovateonline.info/index.php?view=article&id=83
Quinn, C. (2000). mLearning: mobile, wireless, in-your-pocket learning. Obtido em 14 de Julho de 2009, de LineZine: http://www.linezine.com/2.1/features/cqmmwiyp.htm
Riding, R., & Rayner, S. (2002). Cognitive Styles and Learning Strategies: Understanding Style Differences in Learning and Behavior. Londres: David Fulton Publishers.
Roschelle, J., & Pea, R. (2002). A walk on the WILD side: How wireless handhelds may change CSCL. In International Conference on Computer-Supported Collaborative Learning. Boulder: Colorado.
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The World factbook. (Julho de 2009). Obtido em 14 de Julho de 2009, de CIA: https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/index.html
Trinder, J., Magill, J., & Roy, S. (2005). Expect the unexpected: Practicalities and problems of a PDA project. In A. Kukulska-Hulme, & J. Traxler (Edits.), Mobile Learning: A handbook for educators and trainers (pp. 92-98). Abingdon, RU: Routledge.
Waycott, J., & Kukulska-Hulme, A. (2003). Students’ experiences with PDAs for reading course materials. Personal and Ubiquitous Computing , 7 (1), 30-43.
Zurita, G., & Nussbaum, M. (2004). A constructivist mobile learning environment supported by a wireless handheld network. Journal of Computer Assisted Learning , 20, pp. 235-243.
Referências Bibliográficas (Capítulos Qualidade, Áudio e Vídeo):
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Hugo Domingos e João Fernandes. “Moodle e Multimedia,” Maio 2007. http://www.slideshare.net/hugo_dom/moodle-e-multimedia.
Nelson Gonçalves. Guia de Software Livre para Escolas, Alunos e Professores - Edição revista e aumentada v1.1 | Associação Ensino Livre. Centro de Formação de Associação das Escolas de Matosinhos. http://www.ensinolivre.pt/?q=node/211.
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